Em quem você votou nas últimas eleições?
Nas últimas eleições para cargos públicos no Brasil houve uma acalorada discussão:
Quem é o melhor candidato? O seu voto é consciente? Anular ou não anular o voto?
Essas e várias outras questões tomavam conta das discussões na mídia e nas rodas de bate-papo entre amigos e colegas.
Mas e agora, alguns meses depois da posse dos candidatos tudo isso parece tão distante não é mesmo? Será que já não é hora de verificar o que o seu candidato (caso ele tenha sido eleito) anda fazendo? De todas as promessas feitas durante a campanha você sabe o que ele já cumpriu, ou você sabe pelo menos, quais foram os primeiros passos que ele deu em seu mandato?
Às vezes, sou tentado a dar razão ao palhaço Tiririca que se elegeu em São Paulo dizendo que "pior do que está não fica"! Realmente parece que vai continuar tudo numa pior!
Infelizmente nenhum dos candidatos para os quais eu depositei o meu voto foi eleito; nem na eleição passada, muito menos nas anteriores, mas mesmo assim ainda lembro de todos os votos que digitei. Sempre busquei o voto consciente, o voto coerente e não conveniente, o voto de acordo com meus princípios e valores.
Um exemplo?
Nas últimas eleições o meu voto para deputado estadual foi para Carlito, o Ciclista, que além de ser, como o próprio apelido [ou nome de urna] diz, ciclista ativo, é engenheiro, escritor e originalmente argentino. (Se você se interessou pelo cara, segue uma reportagem bem legal sobre ele na revista de trânsito do DETRAN).
Tive que realmente "garimpar" o meu candidato, pois ele quase não fez divulgação, mas valeu a pena. Votei consciente, votei com base nos meus valores (todos que leem meu blog sabem do meu apreço por bicicletas e da valorização que acredito que esse meio de transporte mereça ter), votei com base nas minhas ideias, busquei a pessoa que melhor me representava e não tenho o mínimo arrependimento neste quesito.
Algumas vezes já me perguntei se o meu voto num candidato com uma proposta que atinge um grupo minoritário é apenas para me isentar da responsabilidade de ter que cobrar depois?
Pode bem ser, mas refletindo sobre o assunto, acho que não. Por dois motivos:
1o. - Acredito que o voto consciente fortalece, mesmo o não eleito, ou seja, cada voto a mais depositado em um candidato (ou numa proposta) perdedor(a) fortalece a proposta. Quem tem dúvidas quanto a isso é só olhar o que aconteceu no segundo-turno da eleição presidencial de 2010 e ver toda a mobilização dos dois candidatos ao redor de Marina Silva, mesmo ela sendo a aparente perdedora das eleições.
2o. - Sou livre para cobrar dos eleitos, mesmo daqueles que não tiveram o meu voto. Já, por diversas vezes, cobrei e mandei e-mails para deputados, senadores, etc. com intuito de reinvidicar, reclamar, sugerir, elogiar, etc. As respostas geralmente vem de assessores e são evasivas, mas quero crer que minha manifestação faz alguma diferença!
Finalizando, gostaria de continuar deixando o desafio que propus no começo do texto: agora que passou todo o rebuliço das eleições e os candidatos vencedores tomaram posse, o que você vai fazer? Sentar e esperar a próxima oportunidade para criticar e chover no molhado, ou vai tentar lembrar em quem votou e fazer algo a respeito?
PS: Vale também lembrar que se você acha que influencia pouco como eleitor, é porque provavelmente você deve ter razão! E explico: na verdade, você influencia MUITO mais com o que você CONSOME e onde e como você faz isso... mas aí já é um tema para um outra texto!
Quem é o melhor candidato? O seu voto é consciente? Anular ou não anular o voto?
Essas e várias outras questões tomavam conta das discussões na mídia e nas rodas de bate-papo entre amigos e colegas.
Mas e agora, alguns meses depois da posse dos candidatos tudo isso parece tão distante não é mesmo? Será que já não é hora de verificar o que o seu candidato (caso ele tenha sido eleito) anda fazendo? De todas as promessas feitas durante a campanha você sabe o que ele já cumpriu, ou você sabe pelo menos, quais foram os primeiros passos que ele deu em seu mandato?
Às vezes, sou tentado a dar razão ao palhaço Tiririca que se elegeu em São Paulo dizendo que "pior do que está não fica"! Realmente parece que vai continuar tudo numa pior!
Infelizmente nenhum dos candidatos para os quais eu depositei o meu voto foi eleito; nem na eleição passada, muito menos nas anteriores, mas mesmo assim ainda lembro de todos os votos que digitei. Sempre busquei o voto consciente, o voto coerente e não conveniente, o voto de acordo com meus princípios e valores.
Um exemplo?
Nas últimas eleições o meu voto para deputado estadual foi para Carlito, o Ciclista, que além de ser, como o próprio apelido [ou nome de urna] diz, ciclista ativo, é engenheiro, escritor e originalmente argentino. (Se você se interessou pelo cara, segue uma reportagem bem legal sobre ele na revista de trânsito do DETRAN).
Tive que realmente "garimpar" o meu candidato, pois ele quase não fez divulgação, mas valeu a pena. Votei consciente, votei com base nos meus valores (todos que leem meu blog sabem do meu apreço por bicicletas e da valorização que acredito que esse meio de transporte mereça ter), votei com base nas minhas ideias, busquei a pessoa que melhor me representava e não tenho o mínimo arrependimento neste quesito.
Algumas vezes já me perguntei se o meu voto num candidato com uma proposta que atinge um grupo minoritário é apenas para me isentar da responsabilidade de ter que cobrar depois?
Pode bem ser, mas refletindo sobre o assunto, acho que não. Por dois motivos:
1o. - Acredito que o voto consciente fortalece, mesmo o não eleito, ou seja, cada voto a mais depositado em um candidato (ou numa proposta) perdedor(a) fortalece a proposta. Quem tem dúvidas quanto a isso é só olhar o que aconteceu no segundo-turno da eleição presidencial de 2010 e ver toda a mobilização dos dois candidatos ao redor de Marina Silva, mesmo ela sendo a aparente perdedora das eleições.
2o. - Sou livre para cobrar dos eleitos, mesmo daqueles que não tiveram o meu voto. Já, por diversas vezes, cobrei e mandei e-mails para deputados, senadores, etc. com intuito de reinvidicar, reclamar, sugerir, elogiar, etc. As respostas geralmente vem de assessores e são evasivas, mas quero crer que minha manifestação faz alguma diferença!
Finalizando, gostaria de continuar deixando o desafio que propus no começo do texto: agora que passou todo o rebuliço das eleições e os candidatos vencedores tomaram posse, o que você vai fazer? Sentar e esperar a próxima oportunidade para criticar e chover no molhado, ou vai tentar lembrar em quem votou e fazer algo a respeito?
PS: Vale também lembrar que se você acha que influencia pouco como eleitor, é porque provavelmente você deve ter razão! E explico: na verdade, você influencia MUITO mais com o que você CONSOME e onde e como você faz isso... mas aí já é um tema para um outra texto!
